quinta-feira, maio 17, 2007

Aquilo que é difícil explicar

A dor, doi, mas já deveria estar habituada.
A febre, cansa, mas já deveria estar habituada.
As terapias agressivas, são agressivas, causam problemas de saúde adicionais, mas já deveria estar habituada.
Então porque é que não me habituo? Porque é que depois de 19 anos com a mesma doença benigna (o que faria se fosse malígna), não me habituo, não tenho capacidade de encaixe e perco o ânimo assim?
Desisto!
Regresso depois.

10 comentários:

Jade disse...

Força Maria! Não vou dizer que percebo perfeitamente o que dizes porque felizmente não sei o que é viver constantemente com a dor, mas és certamente uma pessoa de força que vai continuar a lutar.
Muitos beijinhos!

Breaking the waves disse...

Never give in and never give up!

Beijinhos e Força!

DIV de divertida disse...

Ó minha linda, se eu pudesse acredita que dividiria essa dor contigo.
Já deves estar exausta...
FORÇA!!!
ACREDITA que vai passar?
e pk não vais pelo menos ao msn?
beijokas e as melhoras!

TONY, Duque do Mucifal disse...

isso é mau. já não basta as dificuldades que temos nas nossas vidas, ainda tens o problema de saude.
as melhoras,
beijinhos,
tony

Marta disse...

Um beijinho muito grande para ti

Salta Pocinhas disse...

As melhoras, minha querida.
Porque ainda não te habituaste? O teu blog diz tudo... porque és inconformada!
beijinhos

Luís Graça disse...

Habituarmo-nos à dor não é humano. Humano é revoltarmo-nos contra ela.
Humano é desabafar.

Ainda agora me revoltei contra a minha úlcera e atirei-lhe com um Compensan pelo esófago abaixo.

Ontem, no lançamento dos meus livros, fui obrigado a conviver com a dor dos outros.

Houve pessoas que vieram pedir autógrafos com grande dificuldade, de canadiana. Outras de bengala, a recuperar de um AVC.

E as doenças também marcaram presença nas ausências.
Começando pelo gerente da livaria, o André Dourado, que está em casa há três dias, com febre.


As melhores ausências foram aquelas ditadas pelo trabalho no estrangeiro. Um em Cannes (o director da 'Première'), outro em Inglaterra.

Mas houve gente que veio do Algarve, houve gente que veio das Caldas (isto já é mais normal, dado o teor dos meus livros). A senhora que veio das Caldas é filha do Carranca Redondo, do Licor Beirão. Forneceu a sessão de licor.

Humano é saber que "Gullit" é um nome ridículo para dar a um Yorkshire Terrier. José Mourinho é um nome decente, "Gullit" é um nome ridículo para uma raça canina igualmente ridícula. E nem falo do aspecto do cão. Falo do carácter.
Então não é que um "dez reis de cão" dessa raça me queria morder em Riccione (a dez quilómetros de Rimini), quando lá estive de férias, em 1995?

Ficam aqui vários insultos para expulsar a dor:
Puta, cabrona, merdosa, idiota, estúpida, parva, camela.

Arthur disse...

don't give up!

Tongzhi disse...

Vá, menina, desanimar é que não ajuda nada!
Boas melhoras
Beijo

Capitão-Mor disse...

Acredito que essas doenças crónicas sejam um calvário difícil de suportar...
As melhoras e um bom fim de semana!