segunda-feira, junho 26, 2006

Brokeback Mountain

ou a arte que eu não compreendi.

No fim de semana estive a ver o Brokeback Mountain e fiquei surpreendida com o filme, não pelos mesmo motivos que a maioria das pessoas. Achei um filme banal sobre o amor homossexual e o que de facto me fez ver o filme com muita vontade foi a paisagem. E vocês, conseguem explicar-me o fascínio do filme?


10 comentários:

marta disse...

Eu gostei! Vejo como uma história de amor como outra qualquer!

Maríita disse...

Eu não achei mesmo nada de especial, as Pontes de Madison County ou o África Minha, são muito mais "amorosos", é só a minha opinião é claro...

LoiS disse...

na vi o tal filme que colocou um ponto final nas minhas brincadeiras do passado que pensava ensinar aos meus filhos - jogar aos cowbois !!!!

Arthur disse...

Não vi o filme, quando soube que existia até tive curiosidade de o ver, mas quando se tornou um fenomeno de popularidade 'caguei' no assunto

Issima disse...

Ainda não vi o filem... Mas acho que o "sururu" todo é pelo tema da homossexualidade ligado a uma ciosa tão de "macho" como o pastoreio de vacas...

Mais uma hipocrisia americana, se queres saber... : ))
Concordo contigo... As Pontes de madison Countu e Out of Africa são FILMES. Com uma fotografia brilhante, com actores de eleição e com uma história imortal.

Andorinha disse...

Não vi o filme, mas eu cá qdo o vir, homossexuais ou não...os gajos são bons todos os dias! lol
Pa, isto hj não dá pra mais!
É bom ver que tás melhorzinha, desculpa não ter estado por cá :(
Mas eu não vôo muitas vezes! ;)

Maríita disse...

Mas o serem homossexuais não me chocou, o que me chocou foi terem feito tanto cagarim por um filme que do meu ponto de vista, não traz nada de novo. É isso que não me convence.

ogajodosavioes disse...

confesso não ter visto o filme, mas estou de acordo com a divissima, já imaginaram o john wayne e o kirk douglas aos beijinhos na pradaria e a usarem outras armas que não os colt 6 tiros?

Schmeichel disse...

Caros, os que não viram o filme não precisam de nos avisar, os vossos comentários dizem-no logo. São claramente uma opinião formada pelo que a imprensa passou sobre o filme.

Deixo-vos aqui alguns pontos na minha modesta opinião importantes a reter sobre o filme:

Ponto 1 O filme não é um western (género entre nós conhecido por "Filme de Cowboys"). Em comum apenas tem o facto de eles serem cowboys, a paisagem e o gado (não estou a falar dos veados). :-)) Não há o rival desleal dominador das redondezas, não há cena de tiroteio entre os bons e os maus, não há índios, não há nada!

Ponto 2 Esta história foi filmada com cowboys, mas podia perfeitamente passar-se entre mecânicos, pescadores, gajos das obras, etc.

Ponto 3 A história é de facto banalíssima. Apresenta no entanto a nuance interessante de um deles ser heterossexual, o que dá uma outra dimensão ao amor que é filmado. Mas não passa daí.


De resto já tinha escrito sobre isto no meu blog: Brokeback Mountain

Ferreira Martins, Conde de Piornos disse...

Eu não vi o filme e por isso esse facto dá-me uma credibilidade "pradocoelhesca" para o comentar.
O filme teve um hype como qualquer outro. Só que este vendeu-se dizendo que era um western com homossexuais. Melhor, que era o primeiro western com homossexuais.
Ora bem, tanto quanto sei o filme não é sequer um western (no sentido cinéfilo do termo), e com cowboys-homossexuais não pode ser nunca o primeiro.
Não quero ir mais longe, mas se puderem passem os olhos pelo lindíssimo "Johnny Guitar" de Nicholas Ray. Nem sequer deve ser preciso esperar muito, até porque é o filme mais passado na Cinemateca Portuguesa desde que o Bénard da Costa é o director daquele tugúrio.
É ao Mestre que dou a palavra:

"Quando o bando de Emma entra pelo saloon de Vienna, para a prender, os misteriosos croupiers param as roletas. Enfrentando Emma com o seu terrível olhar, Vienna, sem desviar os olhos dela dá uma seca ordem: "Keep the wheel spinning, Ed. I like to ear it spin." No fim de cada visão de Johnny Guitar , só me apetece dizer aos projeccionistas: "Keep the film spinning. I like to see it spin." Tanto, tanto."