terça-feira, março 29, 2011

Blackberry

Desde que tenho um Blackberry que não sou a mesma pessoa, ando sempre ligada, escuso de ligar o computador mil vezes por dia para receber emails, acedo ao Facebook, vejo os meus sites favoritos de notícias e ainda, tenho todas as funções habituais de um telemóvel, chamadas de voz, sms, mms, agenda, despertador, etc.

Só tenho um pequeno problema, quando o meu bb entregar a alma ao criador terei que arranjar outro à velocidade da luz, sob pena de me sentir, "destecnológica"...

terça-feira, março 22, 2011

Nervosa

com a espera para saber se vamos ter eleições antecipadas. Confesso que tenho mix feelings em relação ao assunto. Já não posso mais com a política deste Governo, ou será que deveria dizer Desgoverno? E por outro lado, nada garante que a mudança resolva seja o que for...

Tentarei aguardar pacientemente até amanhã!

sexta-feira, março 11, 2011

Dia Internacional da Mulher

Já há algum tempo que queria escrever algo sobre o Dia Internacional da Mulher, sobretudo porque me vi envolvida numa dicussão polémica sobre o tema. Existem inúmeras pessoas que advogam que hoje em dia esta celebração não se deveria efectuar.

Discordo, discordo porque nunca como agora as mulheres viram os seus direitos atropelados. Claro que algumas mulheres conseguem, com o dobro ou o triplo do trabalho dos homens, atingir lugares de topo. Mas para isso, têm que adiar uma série de coisas nas suas vidas, casamentos, filhos, etc. Vivem, na sua grande maioria, vidas que não devem ser tão gratificantes quanto o que ensinuam algumas delas, são as primeiras a levantar-se em casa, arranjam-se, preparam o pequeno-almoço, tratam dos filhos, umas levam-nos à escola, outras entregam-nos aos pais (já prontos) para irem para a escola, vão trabalhar o dia inteiro, normalmente são quem recolhe os filhos à escola, arranjam banhos, fazem jantar, tratam da casa e, não nos vamos esquecer do Supermercado... estas são as mulheres que vivem em países europeus do Sul. Teoricamente a Legislação Laboral protege-as, mas todas já ouvimos falar de amigas que foram ameaçadas de despedimento se faltassem porque os filhos estão doentes.

Mas, a minha maior discordância em terminar com o Dia Internacional da Mulher, advém da situação crítica em que vivem mulheres por esse mundo fora, sem direitos, sem ninguém que as defenda. estou a lembrar-me das práticas de excisão espalhadas por África, estou a lembrar-me da lapidação, estou a lembrar-me da proibição do acesso ao ensino no Afeganistão dos Talibãs, estou a lembrar-me da limitação das mulheres chinesas em terem filhos.

Existem milhões de mulheres por esse mundo fora que precisam deste dia, para que os seus direitos mais elementares sejam minimamente garantidos.

quarta-feira, março 09, 2011

No discurso de tomada de posse

Cavaco Silva apelou a um despertar da letargia em que os portugueses se encontram e a uma sociedade civil mais dinâmica e mais autónoma dos serviços públicos.

Não discordando das palavras do Presidente da República, pergunto-me se os portugueses ainda têm força para lutar seja pelo que for. Os portugueses estão esgotados, sugados e fartos. Porque a verdade é que enquanto vierem diariamente a lume histórias de trafulhices, comissões para avaliarem objectos inexistentes e fundações que são verdadeiras fundições de dinheiro, ninguém tem muita vontade de fazer seja o que for.

Vamos ver o que trazem os próximos 5 anos de presidência, vamos ver qual o rumo que Portugal vai tomar, e vamos ver, sobretudo, qual a capacidade animica de reacção do nosso povo.

terça-feira, março 08, 2011

A Biblioteca Privada de Hitler

Este é o título de um estudioso, Timothy W. Ryback, sobre a Biblioteca que os americanos encontraram junto a Hitler quando tomaram Berlim. A primeira coisa que me surpreendeu na notícia publicada pela SIC, foi que nunca ninguém se tinha preocupado em saber o que é que Hitler lia.

É sabido que a maioria das chefias hitlarianas eram cultas, apreciavam música clássica, literatura e pintura. A percepção que eles tinham da Cultura e o uso que dela faziam é que não é exactamente a mais adequada aos meus olhos.

Em segundo lugar, é espantosa a variedade de livros que componham a Biblioteca de Hitler, existiam todo o tipo de livros, literatura clássica, banda desenhada, filosofia. O que me faz concluir que Hitler era um homem curioso, sabia que não tinha educação formal suficiente e procurava cultivar-se, quizás não sempre da melhor forma, mas a verdade é que o fazia.

O que me leva a preguntar, estrapolando para os dias de hoje, será que os líderes europeus se dão ao trabalho de ler, conhecer a História Mundial, ou limitam-se a ser executantes de planos orquestrados pelos partidos políticos que representam? Não pretendo fazer a apologia dos líderes hitelarianos, até porque não partilho de todo a sua ideologia, mas gostaria de ter políticos mais cultos e mais cientes das suas raízes culturais.

segunda-feira, março 07, 2011

É Carnaval ninguém leva a mal

Só assim se justifica que em Portugal tenha existido uma comissão que em 14 meses ganhou 209 mil euros para não fazer nada.

sábado, março 05, 2011

Estou que nem posso

Nestas últimas semanas tenho passado por um período de introspecção. Sinceramente, estou muito saturada da vida que levo e das pessoas que me rodeiam. É duro estar doente em Portugal, é ainda mais duro ser doente crónica no século XXI, não que o século XX fosse melhor, eu é que era mais nova.

Doente desde 24 de Dezembro, estou neste momento a rebentar pelas costuras. É estranho, deveria já estar treinada na arte da solidão e da paciência. Não estou! É extraordinário de desde que adoeci, só tive 5 visitas. Das quais, uma foi dos meus chefes, para verificarem se eu estava mesmo doente (minha opinião), porque se preocupam (opinião de quem não os conhece) a outra, da T. que veio da Índia e duas da H. e uma, aquela que me comoveu até às lágrimas, da minha amiga dominicana M. que veio a Portugal em trabalho, e passou um serão comigo depois de ter trabalhado mais de 10h00.

E agora pergunto-me eu, o que é que eu faço às peseudoamizades que por ai andam? O que é que eu faço aos telefonemas que deveria receber e não recebo? E sobretudo, o que é que eu vou fazer daqui para a frente, porque uma coisa eu garanto, nada vai ficar na mesma.

Comentava com a minha família que vivemos numa época em que só se valoriza o bonito, o saudável e o exterior. Nunca como agora houve tanta gente votada à solidão porque não são mainstream, porque não são bonitas, porque são gordas ou têm uma deficiência qualquer (real ou imaginária, tanto faz).

Lamento muito se não sou perfeita e com uma saúde de ferro, sobretudo lamento por mim, porque enquanto uns e outros andam por ai a pavonear-se, eu tenho que ficar em casa, tenho que ter dores e tenho que aguentar com um sorriso nos lábios a hipócrisia que me rodeia. Se o título do post diz, "Estou que nem posso", talvez devesse dizer, " Quero que se lixe a taça" (que é para não escrever palavrões aqui).

quarta-feira, março 02, 2011

Portugal e a Alemanha

Tenho seguido com atenção as notícias que levaram à demissão do Ministro da Defesa da Alemanha. Aparentemente, o senhor plagiou a uma tese de doutoramento e apresentou-a como sua. Conclusão: um político alemão, cometeu um crime de plágio e renunciou ao seu doutoramento e também ao seu cargo político.

Nós por cá, temos um caso semelhante. Um Domingo, um fax, uma licenciatura que ninguém no seu juízo perfeito pode considerar válida. Conclusão: um Primeiro-Ministro que não se demitiu, não se demite e claramente não se demitirá.

Hoje, no jornal Diário Económico, a Dra. Ana Gomes, reflecte sobre a necessidade de Portugal recorrer ou não ao fundo de resgate da União Europeia. De acordo com a Eurodeputada socialista, Portugal não precisa de recorrer ao fundo e acrescenta que "este ataque feito a Portugal está muito relacionado com o preconceito que os alemães têm em relação ao nosso país e aos países do Sul". Lamento imenso ter que discordar com a Dra. Ana Gomes, em primeiro lugar, Portugal precisa de uma solução que não passa por taxas de juro a 7,5% e coisas do género. Em segundo lugar, a Alemanha tem estado a pagar por toda a União Europeia. Aquando da reunificação, foi pedido aos alemães um esforço suplementar no pagamento de impostos para suprir as faltas existentes no lado leste, e o povo alemão, apesar de não gostar, pagou. Agora o povo alemão tem que pagar mais impostos para "ajudar" os povos do Sul. É para mim óbvio, que os alemães não estão satisfeitos com esta situação, se eu fosse alemã também não estaria. O que se passa em Portugal, é culpa dos portugueses, não dos alemães. Foram os portugueses que não fizeram as reformas que eram necessárias para garantir a sustentabilidade da sua economia, foram os portugueses que gastaram acima das suas posses e são os mesmos portugueses que continuam a negar tudo o que é necessário para endireitar o país.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

E finalmente ele ganhou o Oscar!

It was about time! Colin Firth...

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Nós por cá...

Estamos a precisar de uma revolução ao estilo do magreb. Peço desculpa se pareço uma radicalóide, mas Portugal precisa de ser chocalhado e precisa de acordar para a vida.

Estamos rodeados de políticos mediocres, na sua grande maioria ignorantes e que em vez de colocarem o interesse nacional à frente, colocam os seus interesses, dos seus amigos e do seu partigo à frente de tudo.

É chocante que se peçam tantos sacrifícios aos portugueses, aumento do IVA, das retenções do IRS, dos descontos para a caixa de previdência, dos descontos para a ADSE, dos transportes, dos combustíveis, etc, etc,etc, e que na Região Autónoma dos Açores, o Senhor Presidente do Governo Regional dos Açores, tenha criado legislação própria para anular os cortes nos salários dos trabalhadores da Função Pública. Igualmente chocante foram as nomeações e promoções na Segurança Social assinadas pela actual ministra em Dezembro.

Vivemos num país podre, que necessita urgentemente de uma revolução. Como é que é possível que existam tantos jovens a recibos verdes? Trabalham que nem escravos, ganham uma miséria e não têm quaisquer direitos sociais, nem subsídio de doença, nem subsídio de desemprego, nem têm 13º e 14º mês.

Senhores políticos, agradeço-vos, do fundo do coração, que parem de saquear o nosso país e que de uma vez por todas façam as reformas necessárias, para que possamos todos viver um pouco melhor.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

O Anjo Branco

É o mais recente título de José Rodrigues dos Santos. Li de fio a pavio em tempo recorde, e fiquei triste quando aquelas personagens me deixaram. Continua a ser temporalmente muito próxima a Guerra de África, no entanto, é preciso continuar a exorcizar os demónios que povoam a nossa memória colectiva.

A não perder! 

terça-feira, novembro 09, 2010

Croquetes e Champanhe

No mundo dos croquetes e champanhe, há situações ilariantes. Com a visita do PR da China viveu-se mais uma:

"A Câmara Municipal de Lisboa tem o seu próprio Protocolo, não se submete ao Protocolo de Estado"...

até às lágrimas...

quinta-feira, outubro 21, 2010

Surpresa

Estou surpreendida com o ar supreendido de alguns portugueses com as medidas contidas no Orçamento de Estado para 2011. Não estava mesmo na cara?

terça-feira, outubro 12, 2010

Funeral Blues - W.H. Auden

Com as devidas adaptações, com as devidas salvaguardas, é isto, em larga escala, que sinto:

"Stop all the clocks, cut off the telephone,

Prevent the dog from barking with a juicy bone,

Silence the pianos and with muffled drum

Bring out the coffin, let the mourners come.


Let aeroplanes circle moaning overhead



Scribbling on the sky the message He is Dead.


Put crepe bows round the white necks of the public doves,


Let the traffic policemen wear black cotton gloves.




He was my North, my South, my East and West,



My working week and my Sunday rest,


My noon, my midnight, my talk, my song;


I thought that love would last forever: I was wrong
 
 
The stars are not wanted now; put out every one,



Pack up the moon and dismantle the sun,


Pour away the ocean and sweep up the woods;


For nothing now can ever come to any good."

segunda-feira, outubro 11, 2010

Das coisas difíceis

Tenho vivido uma época alucinante, são problemas e chatices umas atrás das outras, em que a cereja no topo do bolo foi a morte repentina do meu pai. Não vou aqui falar da minha dor, do que foi e do que já não é. Mas tenho que escrever aqui sobre os meus amigos maravilhosos. Não me deixam só, não me abandonam, dão-me nas orelhas q.b. e gostam mesmo muito de mim. Respeitam-me e ajudam-me cada um à sua maneira. Uns metem-se no avião e vêm a Lisboa, outros compram-me canecas gigantes para o chá (que me vai certamente fazer bem à saúde), outros telefonam amiudadamente, cada um à sua maneira está presente e faz-se sentir.

Obrigada aos meus amigos!

segunda-feira, maio 10, 2010

Impostos

Cá está, o Benfas ganha o campeonato e a malta leva com um aumento do IVA. É justo! Só gostava de saber quem é que votou nestes fulanos!

quarta-feira, março 03, 2010

Fúria Divina

O livro de José Rodrigues dos Santos, Fúria Divina, tem a grande qualidade de ensinar ao mesmo tempo que prende o leitor da primeira à última página.
Fiquei asustada com o insight que o escritor obteve do Alcorão e dos desígnios por trás dos suícidas que aceitam missões em nome de Allá, para espalhar a fé e a palavra do profeta. Honestamente, só espalham o terror e o ódio, não atingindo nenhum outro objectivo.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Entrevista com os vampiros

Fui a uma entrevista de trabalho faz agora um mês. Queriam uma pessoa bilingue ou será trilingue: português, inglês e espanhol. Conhecimentos de contabilidade, informática na óptica do utilizador, expediente geral de escritório e conhecimentos (ainda que rudimentares) de Direito Internacional. Ah, claro, a cereja no topo do bolo, experiência.

E o salário bruto era???????????????? 700€! É isso mesmo! Portanto, continuaremos com smoked Maria mais algum tempo

terça-feira, janeiro 19, 2010

A estupidez humana não conhece limites

mas a minha paciência sim.

Segundo fui informada pelo meu chefe, existe uma aposta entre ele e uns colegas, em como eu não consigo bilhetes para os Metallica no dia 18 de Maio, isto porque, o concerto está esgotado. Realmente, e porque não ando com vontade de me chatear muito, tive vontade de lhe responder que não encontrava os bilhetes, mas não convém provocar-me para lá de um determinado nível. Assim sendo, consegui-lhe os bilhetes para dia 18 de Maio, porque nesta vida, existem muitas coisas que são só uma questão de preço e com o dinheiro dos outros, posso eu bem.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Profunda tristeza



Miep Gies, a mulher que ajudou a esconder Anne Frank e sua família dos nazis em Amsterdão durante a Segunda Guerra Mundial, faleceu ontem aos 100 anos.


Miep Gies ocultou e salvou o diário pessoal da adolescente judia alemã que, denunciada juntamente com sua família, foi deportada para o campo de concentração de Bergen Belsen, onde morreu em 1945. Nascida a 15 de Fevereiro de 1909 em Viena, Miep Gies chegou à Holanda com 11 anos. Na Primavera de 1942, aceitou ajudar o patrão Otto Frank, pai de Anne, a esconder toda a família.

A 6 de Julho do mesmo ano, os quatro membros da família Frank, ao lado de outros quatro clandestinos, refugiaram -se num esconderijo montado na parte de trás da casa, construção que também era sede da empresa familiar, Opekta. Durante dois anos, Miep Gies e três colegas ficaram responsáveis por passar alimentos e cuidar da segurança dos procurados. "Não sou nenhuma heroína. Fiz apenas o que pude para ajudar", declarou há alguns anos Miep Gies.



Os oito clandestinos foram denunciados e detidos a 4 de Agosto de 1944, e enviados para o campo de concentração. Após a passagem dos nazis, Miep Gies descobriu no esconderijo os manuscritos de Anne Frank e conservou-os com cuidado. No final da guerra, entregou o diário a Otto Frank, único sobrevivente. A primeira edição do "Diário de Anne Frank", que nunca teria sido conhecido sem a ajuda de Miep Gies, foi publicada em 1947 em holandês com o título "Het Achterhuis".

Desde então já foi traduzido para mais de 70 idiomas e é um dos livros mais lidos do mundo. O diário é um testemunho dos sofrimentos das vítimas do nazismo. Após a publicação, Miep Gies e o marido receberam muitas homenagens internacionais, incluindo o prémio Raoul Wallenberg de valor e reconhecimento do Estado de Israel como "Justo entre as Nações". Recebeu também a medalha Yad Vashem em 1997.

in Sapo.pt