Eu sei que estão preocupados com a minha ausência, mas quero deixar-vos sossegados, a ASAE não mandou fechar o meu blog devido às constantes referências ao Pulguinha, pura e simplesmente tenho tido uma semana complicada em termos de trabalho e não só.
Lembram-se de um post que fiz em tempos sobre a Senhora da Limpeza com o curso de limpar o pó (diploma ucraniano das melhores proveniências) que vai duas vezes por semana lá a casa? Tenho vivido uma autentica saga com ela. Há umas semanas apareceu lava em lágrimas que a filha estava a ser operada a um tumor na Ucrânia e que tinha que ir a correr à Western Union para enviar dinheiro para pagar o hospital. Claro está que anuimos imediatamente, a Senhora chorava baba e ranho e claramente, não era o momento para aplicar os seus conhecimentos sobre limpeza do pó. No dia seguinte, sim porque ela só trabalha dois dias e são seguidos, dirigi-me a ela muito preocupada e um bocado encalacrada, (afinal o que é que se diz nestas circunstâncias?) e perguntei-lhe pela operação da filha e se os médicos tinham conseguido retirar o tumor todo. Ela respondeu muito depressa "Não cancer, sim nipote!". Ora, nipote quer dizer neto e desde esse momento que eu percebi que pior que ser filho de empregada da limpeza (ver posts anteriores sobre o assunto), é ser neto. Como raio é que alguém confunde um neto com um cancro? Enfim, apercebi-me da primeira falha no tal curso superior de limpeza do pó. Precisava de ter umas aulas de língua estrangeira para não haver este tipo de confusões.
Esta semana a Senhora da limpeza fez-me entender a outra falha grave deste Curso, não foi trabalhar e não disse nada. O drama não foi não ir trabalhar (ok, ok, foi mais isso agora não interessa nada!), o drama foi não dizer nada. Ora, mais uma vez se comprova a necessidade de reforma currícular deste curso. Hoje em dia é imprescindível a pessoa saber com o que conta. Portanto, advogo a inclusão de uma cadeira de civismo (politicamente correcto) ou de boas maneiras (nada politicamente correcto). Estou a pensar mesmo escrever uma carta ao actual Embaixada da Ucrânia cá, para lhe expôr as minhas ideias e ajudar o país dele a efectuar de forma suave as reformas exigidas pelo Processo de Bolonha.