Descobri hoje, um pouco alvoraçada é verdade, que esta semana temos eleições. Ah pois é! Eu que sempre pensei que era portuguesa, descobri agora que tenho uma outra nacionalidade e que vou ser chamada a exercer o meu direito de voto que por certo, também é uma obrigação.
Foi hoje no telejornal do Canal 1 e depois no zapping no intervalo na SIC que me dei conta desta realidade. Andava eu convencida que eleições só em 2009, que tinha que escolher entre o que está e a que quer estar e afinal, descobri que nada disso tem importância e que Portugal, não é mesmo Portugal.
Afinal, a que horas é que podemos ir votar no Obama ou no McCain? É que a julgar pelo tempo de antena que lhes foi dado hoje, estamos nos Estados Unidos da América e eu não tinha dado por nada. Não, não estou delusional, desde que começou esta campanha no nosso país que estou a acompanhar a par e passo as raízes dos nossos candidatos, já estive no Vietnam onde McCain foi um POW, já fui ao Hawai de onde era mãe do Obama e visitei n vezes o Quénia, sempre quis lá ir sobretudo depois do Out of Africa, mas acho que estou saciada.
Tudo isto para dizer que sim, as eleições nos Estados Unidos da América são importantes. Que sim, influênciam a nossa vida, a nossa economia e que sim, vivemos num mundo globalizado. Mas isso não dá o direito de nenhuma televisão nos bombardear com a vida dos candidatos presidencias deles, ou serão nossos? Eu sei que tenho febre, mas a febre das eleições norte americanas têm-me exasperada (quase tanto como as telenovelas que passam nos 3 canais generalistas portugueses). Felizmente as eleições são já depois de amanhã, mas temos seriamente que repensar qual o interesse desta intromissão na vida dos candidatos. Por mim, passava bem sem tanta informação.