quarta-feira, maio 23, 2007

Aparentemente

na Guarda, foi instaurado um processo a um professor de inglês. Aparentemente o professor de inglês estava a falar com um colega no gabiente. Aparentemente disse mal do actual Primeiro-Ministro, o Eng.º (?) José Sócrates. Certo, certo é que levou com um processo disciplinar. Se alguém tiver mais informações sobre este caso, agradeço que me explique o que é que se está a passar. Pode ser que estejamos perante um caso de intervenção excessiva do Estado atentando contra a liberdade de expressão e senão, pelo menos fica a dúvida.

10 comentários:

Tongzhi disse...

Sabes o que é ainda mais grave? É que são estas as indicações dadas aos Conselhos Executivos das escolas - calar as pessoas a todo o custo!
Na minha já começou...

leao_xxi disse...

Voltámos à ditadura!!!!!

Jotabê disse...

Mariita, o professor Fernando Charrua proferiu, nas instalações da DREN, um insulto ao PM onde incluía a sua Mãe.

A directora regional, Margarida Moreira atravez do gabinete da direcção emitiu um comunicado datado de 23 de Maio, onde refere no seu ponto 3. que o referido professor terá todos os meios para exercer todos os seus direitos no âmbito do processo, no seu ponto 4. que entendeu inadimissível um professor expressar-se nos termos em que o fez, seja sobre o PM ou sobre qualquer outra pessa e no seu ponto 5. que o insulto nada teve a ver com anedotas ou a licenciatura do PM, como aliás tem vindo a lume.

a minha opinião, independentemente daquilo que se pense do PM, é que o insulto fácil e gratuito seja ele acerca de quem for, mas neste caso concreto em relação a uma figura de estado, não é liberdade de expressão, é má educação


obrigadinho pelo beijinho, a mão ficou logo bastante melhor

:)

beijocas

Marta disse...

Ele diz que é uma perseguição política ,que não lhe chamou filho a p... porque isso não faz o genero dele e que estão a pôr maldade naquilo que ele disse! Fiquei sem saber muito bem, afinal o que é que ele disse!
bjs

CP disse...

Bem...acho que o que todos deveriam aprender e levar mais a peito é que a liberdade de uns acaba onde começa a liberdade de outro. Parece-me que esta é uma lição que tanto muitos professores como ministros se deviam dar ao trabalho de aprender.
Ah, e jornalistas também!

Jade disse...

Nestas coisas é sempre a versão de um e a versão dos outros... No entanto, independentemente de tecermos juízos de valor acerca do que alegadamente terá sido proferido, parece-me grave que se comece a instalar este clima... Afinal, alguém teve que ir "bufar" o que ele terá dito...
A senhora directora terá dito que tinha conhecimento que ele tinha insultado o primeiro -ministro ali no seu local de trabalho e no exterior. Ora, a senhora directora não tem nada a ver com o que o professor faz ou diz fora do seu local de trabalho.Os seus poderes estão confinados ao desempenho do funcionário, nada mais. Parece-me "excesso de zelo"...
Um beijo!

Capitão-Mor disse...

Não tardará a surgir uma nova polícia política por aí...

marco disse...

foi na guarda?
sou de ca, e nao ouvi isso!

Maríita disse...

Tongzhi,
E não é só no ensino.

Leão-xxi,
Só se não se puder evitar.

Jotabê,
Toda esta história cheira mal, o Prof. Charrua já foi deputado, tenho a certeza que tem conhecimento que proferir insultos no local de trabalho, leva a processos disciplinares, não é estranho que ainda assim, o Senhor alegadamente tenha insultado a mãe do PM? Mais ainda, e como a Jade refere mais abaixo, o processo é pelo que ele proferiu dentro e fora do DREN, o que transforma o assunto em mais absurdo. No entanto, um bocadinho mais de elevação por parte das pessoas era bem bom.

Ainda bem que a mão está melhor :)!

Marta,
Tu e eu. Mas que isto é estranho é.

CP,
O respeito pelo próximo é algo que pelos vistos não é inato. Quanto à limitação do espaço do outro, daria pano para mangas.

Jade,
E será que este excesso de zelo não tem nada que ver com as avaliações na função pública para progressão na carreira?

Capitão,
Aquilo a que estamos a assistir é mais uma fiscalização do Estado a tudo e todos, que está a criar um clima bizarro no país. Se por um lado, tem que ser moralizado a vivência pública, nada de fuga aos impostos e afins, por outro lado, é-me desconfortável que eu não dê um passo sem que de alguma forma isso esteja controlado. Veremos os desenvolvimentos deste e outros casos.

Marco,
É mesmo na Guarda.

Beijinhos a todos

LoiS disse...

Como em tudo, existem duas versões.

Não acredito que tenha caído do nada esta situação aparentemente ridícula.

A vida tem-me mostrado que existem pessoas que esperam, ao fim de muito terem tolerado, por um deslize de outrém...na volta este foi o pretexto.

Mas nada sei!